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domingo, 20 de setembro de 2009

Entres...

Os cabelos vermelhos esvoaçavam infinitos como labaredas de fogo a jorrarem sobre o horizonte.
Contemplava as fronteiras entre terra e mar, mar e mundo, espaço alvos e suaves cheios de mudez.
Adorava os entres. Entrelinhas, entretanto, entrementes, entrelaçados, entregues, entre a vida e a morte, entre o tudo e o nada.
Todos os entres nada mais eram do que a definição tardia, mas fiel, de si própria, existência efémera, sem raízes, filha do mar.
Sentia barbatanas nos pés e cambaleava pela vida, em dúvida, em interrogação.

Anamar
Abril 2009

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