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quinta-feira, 31 de março de 2016

Quando Chove

Land & S33 | S33 7
Deparou-se com uma irritante tempestade, a chuva a cair aos borbotões, a molhar todos, Deus e o diabo. Avançou munido de um resistente chapéu-de-chuva e uma guarda-de-tudo-capa, excepto os sapatos. Uma ideia ténue, libelinha, esvoaçou-lhe: dançar absurdamente ao ritmo do “Singing in the Rain”, “tap dancing” qual Gene Kelly, dançar num ritmo cheio de vida como água que corre solta? Porque não? Ensaiou afastar o chapéu-de-chuva. Mal destapou a cabeça sentiu os pingos da chuva a expulsar a razão, num “reset” total e voluntário. Despiu todos os aparatos protetores, chapéu-de-chuva, capa, sapatos, roupa. Viu-se nu, a alma lavada, quase inocente. Em colisão final, tudo e nada aconteceu. Já era Mar. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

E agora em que idioma escrevo? Português ou Inglês? Não é fácil escolher... Há demasiadas gavetas, organizadas por línguas e pronúncias diferentes. Existem gavetas cariocas, divertidas e soltas, sem preconceitos, sem malícia. Para pensar de forma objectiva, pragmática e analítica, saltam as gavetas fluentes e afirmativas do inglês, das planícies do Mid West americano. Já as gavetas do British sugerem charme e mundo. As reflexões filosóficas e as zangas são dominadas por português citadino e as comunicações diárias em cascalense. Adiciono à mistura referências do Porto e do Minho. Faz sentido? Não. É divertido e confuso,
numa lógica interna que só o subconsciente percebe. E eu à mercê desta dança entre humores e falares e o interlocutor em espanto.