
Calem-se sentimentos,
Silenciem-se instintos,
Apaguem-se sensações,
Emudeçam-se ego e super-ego,
Desaparece intuição!
Quietos! A todos ordeno imediata suspensão.
Rejeito a confusão de vozes e sentidos e
Declino a vossa sedutora prosa.
Ah! Não. Não mais vergar-me-ei a vãos contentamentos.
Iludem a alma, cegam o espírito.
Amputam-nos da existência no seu flutuar vagabundo.
Irreal. Inconsequente...
Decapitam-nos da raiz da vida.
Ah! Não! Prefiro viver da razão!
Tão discreta e serena.
Comedida.
Moderada.
Elegantemente sóbria...
Ligeiramente fria.
Frígida talvez...
Gélido bafo branco...
Arrepia-se-me o corpo...
Volta depressa amor
e regressa veloz cobertor da paixão!
Pois sinto inerte a alma sem a voz da tentação.
Anamar
07 de Maio de 2010
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