
Irrita-me que ainda não saibas distinguir os meus precipícios.
Atiras-te com rancor de algum descaso meu?
Zangaste porque não te quero já agora como demandas?
E atiras afiados contextos por trás da alma, em perfeito príncipe,
Assim escondido em forma elegante, maltrapilhas a minha alma
E insinuas insidioso e mau:
não é ninguém.
Minutos mais tarde já arrependido da desfeita,
Procuras enganar-me com mimos num desculpa-lá,
intuído mas não dito,
transitório, inconfesso e incompleto.
E depois esqueces-te de mim, satisfeito na tua forma sem conteúdo,
Apoiado no gesto, protegido da compreensão, julgas.
Insultas-me a alma repetidas vezes,
Ainda sem medir bem a inteligência,
Ou se sim, perverso.
Tens certeza de que é o meu amor que queres?
Eu sei que não.
Faz-se de conta.
E o tempo passa subtil e irremediável.
Anamar
29 de Maio de 2010
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