Em tempestade entrego meus pensamentos ao horizonte.
A cabeça cheia de ventos,
O peito contido e preso.
Adivinho amarras do passado,
Densas e cruas.
Vexames,
Humilhações,
Equívocos.
Amontoei tantos erros,
Empilhei desgostos,
Juntei desvarios e construi uma torre alta...altiva...
Isolada de mim ensombrou-se-me a alma.
Subi pé ante pé ao cume do desencanto.
E observo desconsolada a minha vitória,
Este mundo inquieto que me destrói.
Lava-me horizonte a alma!
Limpem-me chuvas!
Esvaziem-me ventanias!
Que amanhã já tarda e renascerei divina.
Anamar
11 de Maio de 2010
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