Nada mais incerto do que as certezas da vida. Para todos os efeitos, nada mais certo do que as incertezas da vida.
É patente que incertamente preambulamos pela nossas realidades individuais. É evidente a lógica da apregoada conclusão: um e um são dois... Ou não. Afinal o que é que o Dois tem a ver com os Uns? São sujeitos totalmente diferentes! Os Um possuem óbvias qualidades impares, únicas e elegantes nas suas excêntricas singularidades, enquanto que o Dois é rico de curva, no limiar do desequilíbrio físico, e, contrabalança-se sobre uma base esplanada e larga, que, potencialmente, lhe atribui solidez.
Abstrair-se de observar que Onze também é a solução para esta aparente simples equação, (que com toda a ligeireza nos ensinam na primária) não é inteligente, e declara abertamente a estupidez do observador.
Os paradigmas que regem nossas vidas são o que são. Não merecem grande discurso sobre o assunto; limitados; restritivos; obsoletos por natureza. A esperança reside, unicamente, na troca de paradigmas que conseguimos viabilizar no decurso de nossas vidas. Uns com fluida habilidade; outros com vagar solidez (ficam confortáveis e confortados com os novos e intransponíveis paradigmas), e, finalmente, os carregados de energia vital, densos e mutáveis. E uns outros quaisquer estão-se nas tintas para tudo isto! Levianos! Nós aqui com tanto trabalho e esforço e esses fazem o que lhes dá na real gana.
Ok. Talvez esse seja o penúltimo paradigma.
O último por definição não existe.
Anamar
26 de Julho de 2006
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